Nova Sudene: A luta continua

18 10 2007

Por Ivo Dantas, da Revista Algomais 

Entidades que participam do movimento para a recriação da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) desde 2003 avisam que estão atentas e irão lutar para que a instituição não seja apenas a reativação de uma velha sigla.

Segundo os principais personagens da sociedade pernambucana por trás da assinatura do decreto presidencial que aprovou a nova estrutura organizacional da Sudene, esse pode ser o marco do início de um novo período para a região.

Para o coordenador do Movimento Acorda Nordeste, Paulo de Tarso, ainda há muito pelo que lutar, mas a recriação da entidade é um grande avanço para o desenvolvimento da região e deve ser comemorada. “Apesar de ainda estar longe da Sudene forte que lutamos, o presidente Lula corrige um equívoco cometido pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que extinguiu uma entidade com mais de quarenta anos de história”.

Pernambuco tem a oportunidade de ser um dos Estados mais beneficiados com a recriação da instituição. Com a vinda dos projetos estruturadores, como a Refinaria de Abreu e Lima e o Porto de Suape, dos cerca de 1,5 bilhão do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) destinados para o Estado e a instalação da sede da nova Sudene no Recife, o presidente do Centro de Estudos do Nordeste (Cenor), Sebastião Barreto Campelo, acredita que pode ser uma chance única de transformar a cidade em uma capital do Nordeste.

“O nosso Estado tem uma grande tradição de pioneirismo em sua história, e não podemos deixar escapar esta oportunidade de alavancar de vez o crescimento da região. É bem verdade que existem limitações, mas não pararemos de lutar para que sejam superadas”, defende.

As principais queixas apontadas como “problemas” na construção de uma Sudene forte estão nos vetos incluídos no decreto presidencial, que acabaram por não esclarecer as fontes dos recursos necessários para fazer a instituição funcionar da forma considerada ideal.

As mais contundentes críticas ficam por conta da conturbada transição da Agência do Desenvolvimento do Nordeste (Adene), que havia ficado no lugar da “antiga” Sudene e que foi extinta pelo decreto do presidente Lula. Além de o Nordeste passar um período sem nenhuma das duas instituições – até que a “nova” Sudene seja colocada em funcionamento efetivo -, as verbas destinadas à Adene não foram imediatamente transferidas para a sua sucessora.

No documento, fica definido que as verbas da Sudene serão constituídas de doações feitas pelo Orçamento Geral da União (OGU) e transferências do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE).

Já entre os aspectos positivos, está a reativação do Conselho Deliberativo formado pelos governadores dos 11 Estados integrantes, dos ministros da Fazenda, do Planejamento e da Integração, além de representantes de entidades dos diversos setores da sociedade, como as Confederações da Indústria e do Comércio.

Além dos Estados do Nordeste (Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe), participam da Sudene o Norte do Estado de Minas Gerais e alguns municípios do Espírito Santo. “Podemos ter um crescimento no apoio para o fortalecimento da instituição, visto que as bancadas desses dois Estados, provenientes das regiões mais ricas do país, tendem a defender interesses comuns ao conselho deliberativo da entidade”, analisa Tarso.

Através da força política que, espera-se, será exercida por este conselho, pretende-se lutar por uma maior aproximação dos bancos estatais, como a Caixa Econômica e o Banco do Brasil, gerando, assim, linhas de crédito para estimular o desenvolvimento de pequenas e micro empresas da região.

No momento, as entidades estão pleiteando junto à Assembléia Legislativa do Estado de Pernambuco para que seja dada entrada em uma ação de inconstitucionalidade por não cumprimento de dispositivo constitucional. A justificativa, segundo Campelo, é que existe na Constituição de 1988 um artigo que define a obrigatoriedade da distribuição do orçamento público de acordo com a proporcionalidade da população de cada região do país.

“O Nordeste responde por 28,3% da população nacional, no entanto, apenas 12% do orçamento são repassados para a nossa região. A Constituição determina um prazo máximo de dez anos, a partir da sua homologação, para ser colocado em prática esse artigo. Temos quase vinte anos e ainda não se tomou providência alguma”, reclama.

Fim da guerra fiscal?

Segundo Paulo de Tarso, um dos maiores desafios da nova Sudene será tentar criar instrumentos poderosos para encerrar a guerra fiscal entre os Estados do Nordeste. “Prova disso é que o assunto foi tema de um encontro realizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) com os governadores da região, que aconteceu no Recife, no último mês”.

O governador da Paraíba, Cássio Cunha Lima (PSDB), defendeu durante o evento que a guerra fiscal só poderá acabar se houver a substituição por um instrumento que permita a atração de investimentos para o Nordeste.

A primeira grande briga da Sudene promete ser a instalação da fábrica da GM em um dos Estados representados pela entidade. De acordo com o coordenador do Movimento Acorda Nordeste, Pernambuco sai na frente por causa dos projetos estruturadores que estão sendo trazidos para cá, além do Porto de Suape, potencial escoadouro para o exterior. “Ao dar argumentos técnicos, fornecidos pelos estudiosos da instituição, o conselho deliberativo terá condições de se articular politicamente e conciliar os interesses de cada Estado em prol da região como um todo”, explica Tarso.

As negociações já estão bem encaminhadas, como adiantado por Algomais na edição de nº 18. Inicialmente, a empresa pretende construir um centro de importação em Suape com capacidade para 25 mil veículos com direito a um crédito presumido de 8% para o ICMS, cujo valor da alíquota total é de 17%.





Taxa de desemprego recua a 9,5% em julho, apura IBGE

23 08 2007

A taxa de desemprego recuou de 9,7% da População Economicamente Ativa (PEA) em junho para 9,5% em julho. No mês de julho de 2006 a taxa de desemprego tinha sido de 10,7% da PEA. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a redução de junho para julho não é estatisticamente significativa e o número de desocupados ficou estável de um mês para o outro em 2,2 milhões.

A população de ocupados atingiu 20,8 milhões, também sem alteração em relação ao mês anterior. A população ocupada cresceu 3% frente julho do ano passado e o número de desempregados caiu 10,5% em relação ao mesmo mês de 2006. A taxa de desemprego de julho ficou dentro das expectativas de mercado pesquisadas pelo AE Projeções, que variavam de 9,3% a 9,9%, com mediana em 9,6%.

O rendimento médio real da população ocupada em julho foi de R$ 1.108,30, com queda de 1,2% em relação ao mês de junho, porém 2 5% superior a julho de 2006. O rendimento médio real domiciliar per capita ficou em R$ 698,00, caindo 0,5% ante junho e aumentando 3,5% ante julho do ano passado.

A massa de rendimento médio real estimada pelo IBGE para junho ficou em R$ 22,8 bilhões, o que significa uma queda de 0,9% na comparação com maio e alta de 4,1% em relação a junho de 2006.

Fonte: Agência Estado





Sobram empregos em cidades de SP e RS

19 08 2007

Ter um emprego e a carteira de trabalho assinada é o sonho de milhares de brasileiros. Para conseguir uma vaga, vale enfrentar sacrifícios como dormir pouco e se esforçar para aprender novas atividades. Na corrida por um lugar no mercado, a educação é importante. “A qualificação não garante um bom salário, mas a probabilidade de conseguir um bom salário num bom emprego é muito maior”, diz a pesquisadora Priscilla Matias Flori, da Universidade de São Paulo (USP). 

Para os jovens, a dica é buscar um curso técnico. “A gente sempre orienta os jovens a já escolherem um curso técnico quando ingressarem no nível médio, porque isso, conseqüentemente, vai facilitar a empregabilidade”, afirma a gerente de atendimento do Centro de Apoio ao Trabalho (CAT-SP), Sandra Império.

  

A psicóloga Maria Célia Lassance, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), lembra que é comum ter que passar por mais de uma seleção para conseguir um bom emprego. “Muitas vezes o mercado de trabalho é visto como um monstro que vai ou não absorver as pessoas. Isso termina prejudicando a visão que o indivíduo tem dele mesmo porque, às vezes, ele é excelente, mas não tem o perfil daquela vaga específica”, comenta. 
 

 Vagas para jovens e aposentados

Em duas cidades de São Paulo e do Rio Grande do Sul, procurar emprego já não é mais uma tarefa muito complicada. Os agricultores de Sertãozinho (SP) e Maçambara (RS) estão deixando a roça e aprendendo novas atividades.

Sertãozinho evoluiu da tradição canavieira para a indústria de gigantes: mais do que fazer álcool e açúcar, lá se produzem usinas – de parafusos a caldeiras. Na cidade da cana, é a empresa que procura o trabalhador. “No Posto de Atendimento ao Trabalhador, temos uma média de 130 vagas ofertadas por mês. Dessas, conseguimos colocar apenas 30 trabalhadores no mercado de trabalho”, conta a diretora do PAT de Sertãzinho, Ana Maria Buonagamba.
Um programa que envolve Prefeitura, Ministério da Educação e cinco instituições, é o caminho para muitos jovens. Viviane Magalhães, de 18 anos, e outros 32 colegas recebem salário-mínimo para cursar o ensino profissionalizante. “Para entrarmos na empresa, precisamos ter um curso, que muitos não têm condições de pagar. Está sendo uma oportunidade enorme para nós”, diz ela.
As três escolas técnicas voltadas para as necessidades das indústrias locais têm processo seletivo disputado e, para atender o mercado, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) está em obras. “Imagine como somos assediados em relação ao profissional que estamos formando”, comenta o diretor do Senai de Sertãozinho, Luiz Zambom.
Do total de alunos, 80% já estão empregados ou conseguem uma vaga antes mesmo de deixar a escola. E as empresas também buscam sabedoria e experiência – por isso, estão chamando aposentados de volta para o trabalho. O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Sertãozinho, Hélio Antônio Cândido, afirma que, a cada quatro metalúrgicos, um é aposentado.

Mas, com tantos números positivos, os empresários continuam cautelosos – eles dizem que Sertãozinho não é o paraíso do emprego. “Sertãozinho precisa de mão-de-obra qualificada. Não adianta as pessoas chegarem sem uma profissão e acreditarem que vão encontrar emprego ou facilidade”, alerta a presidente do Centro das Indústrias de Sertãozinho e Região (Ceise), Mário Garrefa.

 Construção

Em Maçambara, perto da fronteira com a Argentina, as águas do Banhado São Donato fazem da lavoura de arroz uma vocação, mas as oportunidades não são para todos. “É uma riqueza que fica em poucas mãos. Grandes latifúndios geram poucos empregos. Primeiro, porque é uma cultura que não produz lucro. E a tecnologia está avançando e gerando a substituição do homem pela máquina”, diz o secretário municipal de Planejamento, Protázio Vieira Escobar.
Um levantamento feito pela Prefeitura mostrou que moradia digna é uma das maiores carências da comunidade. Para as famílias, a construção de casas populares era a esperança de uma vida melhor. O projeto foi encaminhado e veio a proposta: um financiamento da Caixa Econômica Federal pagaria 40% da obra e a administração municipal daria o restante. Só tinha um problema: Maçambara era uma cidade sem pedreiros.
O Senai decidiu criar uma escola de construção civil. Um engenheiro coordena o trabalho. Da primeira turma, em março, saíram os monitores que agora orientam os outros operários. Todos recebem uma bolsa-auxílio e cada grupo de quatro pessoas é responsável pela construção de uma casa.
É a obra-escola, onde as lições são executadas com tijolos, betoneira e muito suor. E as chances são boas. Em todo o Brasil, nos seis primeiros meses do ano, o número de empregos na construção civil bateu um recorde: mais de 97 mil novos contratados. Um aumento de 7,22% em relação a janeiro. Segundo o Ministério do Trabalho, desde 1992 não havia um crescimento tão significativo.
“A mão-de-obra menos qualificada é empregada na construção civil. Então, tendo formação técnica suficiente, a pessoa pode trabalhar em qualquer lugar”, assegura o engenheiro civil Julmar João Weber.

 Diploma

Quem continua na procura pelo emprego sabe que o diploma de ensino superior é um grande passo. Segundo o economista Marcelo Neri, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), as chances de alguém que sai da faculdade conseguir um trabalho no Brasil são 50% maiores do que as de quem tem apenas o nível médio.

“O salário é o dobro de quem tem ensino médio. Ou seja, apesar de não ser uma vantagem tão grande quanto foi no passado, a educação ainda é um excelente investimento”, constata Marcelo Neri.





Agosto abre temporada com pelo menos dez mil vagas de estágio

18 08 2007

Estudantes universitários que têm interesse em estagiar na área para adquirir experiência devem ficar atentos à grande oferta de vagas neste mês de agosto. Segundo dados do Núcleo Brasileiro de Estágios (Nube), são pelo menos dez mil vagas abertas em todo o país.

Em geral, as empresas começam a inscrever os alunos neste mês e fazem o processo seletivo ao longo do segundo semestre para começar o programa de estágio no início de 2008.

Segundo especialistas, fazer um estágio aumenta as chances de emprego no futuro profissional. “É um diferencial importantíssimo porque a pessoa conta com uma experiência que o concorrente não tem. Além da chance de pôr em prática o que se aprende nas aulas”, aconselha o presidente da Associação Brasileira de Estágios (Abres), Carlos Henrique Mencaci.

Na última seleção da Siemens, por exemplo, cada vaga foi disputada por mais de 400 pessoas. Na Unilever, no ano passado, 18 mil pessoas se inscreveram para 185 vagas. A empresa de telefonia celular Claro oferece 149 vagas neste ano e espera receber cerca de 15 mil inscrições até o dia 31 deste mês.





Globo.com abre seleção para estágio

15 08 2007




Indústria da transformação de Pernambuco mantém crescimento ao longo de 2007

15 08 2007

Por Ivo Henrique Dantas,
da Revista AlgoMais

A indústria de transformação pernambucana manteve o crescimento ao longo de 2007, segundo dados da pesquisa “Sondagem Conjuntural da Indústria de Transformação de Pernambuco” realizada pela Agência Condepe/Fidem (vinculada à Secretaria Estadual de Planejamento e Gestão), em parceria com a Fundação Getúlio Vargas.

O estudo, feito a cada três meses, revela que os índices se mantêm positivos, apesar de um leve arrefecimento em relação aos valores registrados no primeiro trimestre do ano.

Durante todo o mês de julho, foram pesquisadas 206 empresas da indústria de transformação de todo o estado, que forneceram dados sobre demanda, produção e estoque.

Em relação ao mesmo período do ano passado, os setores que mais se destacaram quanto às perspectivas de crescimento durante os próximos seis meses foram o metalúrgico, de alimentos, vestuário e calçados, além de materiais elétricos.

Por outro lado, a indústria têxtil não compartilha desse otimismo. A queda na demanda externa, devido à valorização do real e ao crescimento da presença chinesa no mercado internacional são apontados como os principais fatores para esse pessimismo.

Pesquisa também divulgada durante esta semana pela Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe) confirma a leve desaceleração do crescimento durante esse semestre. Segundo a Sondagem da Indústria de Transformação realizada pela entidade, o setor manteve pelo segundo semestre consecutivo seus níveis de produção e emprego, com indicadores que ficaram próximos aos 50 pontos.

Segundo o economista da Fiepe, André Freitas, um dos principais motivos para esse arrefecimento é a elevada carga tributária. “Esses tributos atingem verdadeiramente o setor produtivo, mas pouco se fez nesse sentido, pois este embate é sempre citado pelos empresários. Soma-se a ela, a taca de juros, o alto custo da matéria-prima e a falta de capital de giro”, explica.

Apesar da leve desaceleração do crescimento da indústria do estado, apontado pelas pesquisas, o presidente do Condepe/Fidem, Luiz Quental, vê os resultados com otimismo. “No geral, nós podemos considerar o cenário bastante positivo. As tendências se mantiveram dentro de uma certa margem já esperada. Apenas alguns aspectos mostraram números inferiores ao do último trimestre”.





Brasileira seleciona 550 profissionais de TI para trabalhar no exterior

9 08 2007

São Paulo, 09 de agosto de 2007 – Profissionais que têm experiência em TI e dominam a língua inglesa poderão disputar uma das vagas de emprego para trabalhar fora do Brasil, oferecidas pela CPM Braxis. A fornecedora de serviços de tecnologia está selecionando 550 especialistas para ocupar postos no Brasil e no exterior, com a determinação de ser uma das 10 maiores exportadoras de TI.

Entre as vagas abertas, há oportunidades para consultores, programadores, analistas de sistemas, gerentes de projetos e arquitetos de sistemas com diferentes níveis de conhecimento em linguagens de programação como Cobol, .Net, Java e soluções ERP (SAP e Oracle).

Além das tecnologias, o domínio da língua inglesa e a experiência em aplicação de TI a negócios, como os de instituições financeiras e companhias telefônicas, também são importantes requisitos na seleção dos candidatos.

Os novos profissionais atuarão em um dos centros de desenvolvimento de aplicações da CPM Braxis, localizados nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Santa Catarina e Distrito Federal ou em países como Estados Unidos, México e Costa Rica.

Uma das ferramentas utilizadas pela companhia para o preenchimento dos postos em aberto é a indicação de novos profissionais feita pelos próprios funcionários. Para isso, a CPM Braxis criou uma política de incentivos para premiar com bônus em dinheiro os colaboradores que apresentarem candidatos para as vagas.

A CPM Braxis conta, ainda, com uma política de retenção de talentos que prevê plano de carreira e investimentos na formação e reciclagem de seus funcionários. Criou, assim, programas como o Xport, cujo objetivo é selecionar e adaptar currículos, além de aplicar cursos intensivos de inglês a profissionais das áreas técnicas que tenham interesse em trabalhar no mercado internacional. Os interessados devem enviar currículos para o e-mail curriculos@braxis.com.br.

Fonte: WNews.com.br





Dicas para se dar bem em uma entrevista de emprego

6 08 2007

É raro receber uma oferta de emprego logo na primeira entrevista. O mais comum é que o candidato seja submetido a duas ou três entrevistas, com profissionais de diferentes níveis de hierarquia na empresa. até receber a proposta de emprego. Em multinacionais, esse processo pode ser mais longo. Em empresas pequenas, nas quais o poder decisório está nas mãos do patrão, pode ser mais rápido. No livro Como Conquistar um Ótimo Emprego, o consultor Thomas Case faz uma série de recomendações para a hora da entrevista.
A seguir, seu roteiro:

1 – Personalidades que agradam os pesquisadores

Se o currículo é a forma de informar a empresa sobre sua formação e experiência, a entrevista tem a função de mostrar quem você realmente é. Algumas características pessoais e atitudes costumam causar boa impressão ao entrevistador: Energético – Quanto mais vigor e disposição para trabalhar, melhor. Motivado – Entusiasmo para superar dificuldades é uma qualidade requisitada. Persistente – Mostre que você não desiste de tarefas até atingir o objetivo. Responsável – Ninguém gosta de funcionários que não assumem responsabilidades. Honesto – Não adiante apenas ser e parecer honesto. É bom apresentar referências que comprovem sua integridade. Dedicado – O executivo que veste a camisa da empresa é peça fundamental. Analítico – Inteligência e discernimento na hora de tomar decisões devem ser enfatizados. Orientação para objetivos – Funcionários dispersivos não crescem na carreira.

2 – Como se comportar na entrevista

É importante adicionar às respostas doses generosas de entusiasmo e seriedade. Algumas dicas:
Ninguém gosta de pessoas negativas. Seja positivo e otimista. Não feche portas. Se o entrevistador perguntar se você mudaria de cidade, diga que pode pensar a respeito. Dependendo da oferta, pode valer à pena. Não fale mal de seus patrões anteriores ou de quem quer que seja. Responda conhecendo de antemão a filosofia da empresa, para evitar trombadas. Deixe claro que você procura desafio e envolvimento no trabalho. Seja sempre objetivo. Quem dá respostas vagas, perde credibilidade. Evite dar respostas curtas demais, como sim e não. Aproveite para comunicar suas qualidades, de modo sucinto.

3 – Respostas para as perguntas mais frequentes

Se o candidato estiver preparado para responder a questões que certamente serão feitas, terá mais chance de causar boa impressão: Por que está deixando seu emprego atual ? Se está empregado, deve dizer que busca novos desafios e oportunidades. Não fale mal da empresa atual. Se estiver desempregado, conte a verdade. Caso tenha sido demitido por um corte de custos, diga isso com todas as letras. Se o motivo for outro, diga que cometeu um erro -o de não ser suficientemente diplomático, por exemplo- aprendeu a lição e não o cometerá novamente. Essa resposta deve ser a mais curta possível. Se puder, dê referências de seu desempenho. Quanto quer ganhar? Se você está empregado, seu poder de barganha é grande e você pode dizer que espera ganhar mais do que hoje. Explique sua remuneração direta e benefícios. Mas evite dar uma cifra. Deixe isso para a hora em que a oferta de emprego chegar. Se estiver desempregado, a melhor resposta é: “Sou flexível. Gostaria de ganhar de acordo com o mercado. Em meu último emprego ganhava o seguinte…” Quais seus objetivos de longo prazo? Seja objetivo: ser diretor de engenharia, por exemplo. Quais seus objetivos de curto prazo? Seja específico: ser gerente de vendas, por exemplo. Que você procura num emprego? Desafio, envolvimento e chance de contribuir com a empresa. Por que acha que devemos contratá-lo? Conte como pode, com seu desempenho, gerar lucros para a empresa. Você é capaz de trabalhar sob pressão e com prazos definidos? Escolha bons exemplos. Liste as cinco maiores realizações de sua carreira. Escolha bem e mencione as mais condizentes com o seu objetivo profissional, de preferência recentes. Qual seu ponto forte? Fale de características universalmente desejadas: entusiasmo, persistência, dedicação, responsabilidade e competência técnica. Qual seu ponto fraco? Nunca mencione algo muito negativo. Responda coisas positivas, como ser exigente demais ou perfeccionista. De quanto tempo precisa para trazer uma contribuição para nossa empresa? A partir do primeiro dia, e cada vez mais, à medida que conhecer melhor a organização. Quanto tempo pretende ficar conosco? Enquanto houver oportunidade para crescer e contribuir com a empresa. Que acha de seu chefe anterior? Não fale mal. Diga algo como “acho que é um profissional competente”. Que você não gostava no seu emprego anterior? Diga que gostava. Não se queixe. Prontifica-se a substituir seu chefe? “Sem dúvida, sou ambicioso e quero crescer”. Você é um líder? Ajudou a aumentar lucros? Ajudou a reduzir custos? Responda objetivamente, com resultados. Que seus subordinados pensam de você? “Sou respeitado e admirado” Já admitiu funcionários? O que considera importante num colaborador? Competência, dedicação, boa índole e entusiasmo. Já demitiu funcionários? Cite o último caso. Prefira um caso positivo. Fale sobre você. Seja sucinto e focalize nos resultados. Não trate da vida pessoal. Com que tipo de pessoa você tem dificuldade para trabalhar? Diga que se adapta às necessidades e se relaciona facilmente com todos. Quais são as decisões mais difíceis para você? Mostre que é capaz de tomar as decisões necessárias de forma lógica. Mas, como ser humano, as decisões mais difíceis são as que envolvem a vida dos subordinados. Se pudesse começar tudo de novo, que faria diferente? Mostre que é uma pessoa segura e diga que não mudaria nada de essencial.

4 – Perguntas que você pode fazer ao entrevistador

Sua capacidade em interferir no rumo da conversa vai impressionar o entrevistador. Algumas sugestões de perguntas que você poderia dizer:
Quais são os objetivos da empresa? Como está mudando a organização na empresa? Como essas mudanças vão afetar o trabalho para o qual estou sendo considerado? Por quais novos resultados esse cargo vai ser responsável? Que qualificações são necessárias para ter um bom desempenho nesse cargo? Que aspectos do trabalho atual poderiam ter melhor desempenho ? Por que o desempenho não melhorou antes? O que você desejaria ver no novo ocupante desse cargo?

5 – Pesquisa a empresa

Você deve informar-se muito bem sobre a empresa para não parecer despreparado para a entrevista. Procure saber o seguinte:
Que tipo de produtos vendem Onde ficam as instalações. Quantos funcionários tem. Como se desenvolveu o negócio. Quem são os concorrentes. Quais as estratégias adotadas. Que notícias sobre a empresa saíram nos últimos tempos em jornais e revistas especializadas. Para conseguir esse tipo de informação, você pode visitar o departamento de vendas da empresa e, sem mencionar que é candidato a uma vaga, conseguir catálogos. Se for constrangedor, peça a um amigo para fazer isso. Se a empresa for grande, haverá informações sobre ela em publicações como Melhores e Maiores, da Revista Exame, ou Balanço, da Gazeta Mercantil.

6 – Outros cuidados na hora da entrevista

O que fazer:
Chegue cedo e aproveite o tempo de espera para repassar mentalmente sua estratégia. A aparência deve ser impecável e formal. Homens devem usar terno azul-marinho ou cinza. Mulheres, tailleur e sapatos não muito altos. Dê um aperto de mão firme, nem muito forte nem muito fraco. Sorria. Seja agradável, mas não informal. Mire no entrevistador. Não desvie o olhar. Responda às perguntas com entusiasmo. Mantenha a postura ereta na cadeira. Durma bem na noite anterior. Escute o entrevistador para detectar o que ele quer.

O que não fazer:
Não leve outra pessoa com você. Não fume. Há empresas que até discriminam fumantes, Não peça desculpas na hora de falar de seus pontos fracos. Nunca use óculos escuros. Jamais implore ao entrevistador que lhe dê trabalho. Evite a curiosidade de olhar o que esta à mesa do entrevistador. Não conte piadas. Cuide bem do seu hálito. Evite discussões sobre religião, política ou futebol.

Fonte: www.gridstore.blogspot.com





Ci&T abre 100 vagas para arquitetos, analistas, programadores e líderes

2 08 2007

São Paulo – Colaboradores irão atuar em várias partes do Brasil. Ci&T quer aumentar em 44% o número de funcionários até o fim de 2007.

A Ci&T, consultoria de desenvolvimento e outsourcing de aplicações, anunciou a disponibilidade de 100 novas vagas de líderes de projeto, arquitetos, analistas e programadores. Os contratados já começam a atuar na empresa nos centros de desenvolvimento em Campinas e Belo Horizonte, assim como nas unidades da consultoria em São Paulo, Rio de Janeiro, Vitória e Brasília.

De acordo com informações da empresa, o aumento no corpo de funcionários é fundamental para criar condições de suporte ao seu crescimento. Para o final de 2007, relata a Ci&T, a expectativa é ter 550 funcionários, uma alta de 44%.

Os interessados precisam ter formação em computação ou análise de sistemas, além de capacidade de trabalho em equipe e com o domínio do inglês desejável.  Os profissionais podem enviar currículo para o e-mail ou encontrar mais informações no site.

Fonte: IDG Now!





Unilever anuncia corte de 20 mil até 2010

2 08 2007

A Unilever, fabricante anglo-holandês de produtos de higiene e alimentação, anunciou nesta quinta-feira (2) que pretende cortar 20 mil postos de trabalho no mundo durante os próximos quatro anos, 11% do total de empregados do grupo.

A Unilever tem 12 fábricas (em quatro estados) e cerca de 13 mil empregados no Brasil. O faturamento no país em 2006 foi de R$ 9,5 bilhões. A assessoria do grupo informou ao G1 que ainda não sabe se haverá demissões ou redução de fábricas no país.

“Esperamos que o programa total (de reestruturação) reduza a quantidade de empregos em 20 mil nos próximos quatro anos”, declarou o presidente da Unilever, Patrick Cescau, paralelo à apresentação de seus resultados trimestrais.

Cescau informou que pode fechar entre 50 e 60 locais de produção que o grupo anglo-holandês tem no mundo, assim como realizar uma racionalização das redes de distribuição a fim de reduzir os custos e os ativos utilizados.

A Unilever espera assim reduzir em € 1,5 bilhão anuais (equivalente a R$ 3,8 bilhões) os custos relativos ao pagamento de pessoal até 2010. No primeiro semestre de 2007, o grupo conseguiu lucro líquido de € 2,281 bilhões –8% a mais que no mesmo período de 2006.

Segundo a Unilever, os negócios do grupo aumentaram nos mercados africano e asiático (5,6%) e europeu (1,4%), mas caíram 2,1% nos Estados Unidos e América Latina.